segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Vídeo 01 - Uma semana de Wwoofing na França

Olá pessoal,

Hoje fiz um pequeno vídeo sobre as atividades aqui da Fazenda na qual sou voluntário. É bem pequeno e explica um pouco da experiência até agora.

No proximo post nessa semana vou postar um pouco sobre o trabalho do voluntário, e claro das coisas boas que acontecem enquanto você está fazendo Wwoofing :)
Abraços!




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dia 03: Vive la France!

Dia 03: Jogo fa França!
Hoje nâo tem postagem porque a França está jogando. Elimitórias da copa do Mundo, se eles nâo vencerem este jogo estâo FORA da copa no Brasil, entâo preciso dar uma forcinha!

Aproveito o ensejo para convidar todos a curtir a página do WWoofing Brasil no facebook, lá vocês podem descobrir mais sobre esse programa de voluntariado.

https://www.facebook.com/pages/WWOOF-Brazil/453954184692112

Salut!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Wwoofing na França: Parte 02

Maçâ, abóbora, pimentâo, beringela e tomates verdes (mas nâo fritos)


Dia 02: Aqui vai, mais uma tentativa de expressar essa experiência no sul da França, sem legendas ou traduçoes simultâneas, deste pobre brasileiro friorento no inverno em uma fazenda orgânica (mas super hight tech). (Desculpem os erros de português, nâo tenho corretor e esse teclado está configurado sem acento algum, por isso vou colocando tudo manualmente)

O dia começa cedo aqui, o café da manha é super rapido (porém pao fresquinho e um chá maravilhoso, afinal estamos na França e aqui nao EXISTE comida ruim). eu acordo e tento olhar na janela a paisagem sem sucesso, já que no dia anterior nao conseguia ver nada por causa da escuridao e hoje o orvalho esta por todo o lado, inclusive na janela. 

Nos vestimos rapido. e antes de sair minha companheira voluntária alerta para levar um casaco de frio, já que nao estou mais no Brasil. Eu nao questiono e coloco o casaco mais pesado que tenho, apavorado com a idéia de sentir frio durante o dia. Ao por o pé para fora da casa sinto que já nao estou mais em Londres pelo simples fato do ar ser puro (e claro que nao avisto também nenhum onibus vermelho, ou sinto o cheiro de fish and chips). Pegamos um carrinho de mâo no armazem e algumas cestas, hoje é dia de colher! No caminho para os pés de maçâ uma chuva fina nos acompanha, e a paisagem ainda está encoberta pela neblina que permanece por grande parte do dia, me impedindo de ver as montanhas. 

Sabe quando você chega em um jantar, ou em uma festa e já estâo retirando os pratos e a comida, a fazenda no inverno é tipo isso... O frio está chegando entâo é hora de tirar tudo de fora e colocar pra dentro (até dentro da barriga se for o caso), para nâo perder nada. Começamos recolhendo as maças que estavam no châo, que nâo sâo boas o suficiente para serem vendidas, mas sâo ótimas para fazer geléia e suco, vinagre, doce... Como aqui nâo se usa fertilizantes, temos que escolher em as maças boas, e ficar algumas horas curvados procurando. Mas nâo estamos sozinhos, os três gatos da fazenda ficam fazendo companhia e miando o tempo todo em busca de carinho, aqui tenho uma foto que representa bem esse momento, com a Norma colhendo maças na posiçâo padrâo (encurvada com o balde na mâo) e o gato "ajudando" espontaneamente a manter suas costas quentes. 

Os gatos mais carentes da França estâo aqui, só pode. 

Depois de escolher as maçâs do châo, partimos para colher as que estao na árvore. Como já faziam algumas horas desde o café da manhâ começamos a comer um pouco da produçao... Maçâs organicas sâo definitivamente mais saborosas, e o legal daqui é que pude provar pelo menos 5 variedades diferentes de maças, sabores, cores e cheiros diferentes pra cada uma delas... Aqui comecei a sentir o peso da experiência. A Norma, como já está aqui há quase um mês, consegue coletar maças umas 2x ou 3x mais rápido que eu. Se tivesse uma Olimpiada na Fazenda (Fazendolimpcs ou Olimpofarm como disse pra ela) ela ganharia fácil na modalidade pegar frutas boas do châo, e eu claramente nem me qualificaria pras eliminatórias. 

Após a colheita das maças, fomos ver como era feito o suco de maça. Bem artesanal a prensa aqui da fazenda, deixando tudo mais autêntico e interessante. O suco é engarrafado e vendido na feira da cidade próxma todos os sábados, o consumo é todo local e nâo sobra quase nada de uma semana para outra. Tive a oportunidade de fazer alguns litros do suco e tomar alguns copos (para refrescar depois de subir de descer com o carrinho de mâo cheio de maçâs).

Após, Elise chamou a Norma e deu instruçoes específicas em francês para ela me traduzir. No meu pobre francês entendí que íamos conhecer 02 pessoas, e era pra fazer algo para elas, mas era para Norma me apresentar primeiro pois eles nâo me conheciam ainda. Eu quase entedí tudo... QUASE... as duas "pessoas"na verdade sâo os Asnos da fazenda, Pappiloum e Pinochio. Dois camaradas que parecem ser super simpáticos, mas segundo o pessoal aqui da fazenda, eles já se enfezaram com alguns voluntários no passado.
Um dos asnos da fazenda (acho que esse é o Pinochio, mas como eles sâo gêmeos nâo dá para saber de verdade rsrs... mas esse tem mais cara de mentiroso.)

Em seguida fomos para a estufa onde estâo os legumes. Parte da produçao é consumida na propria fazenda, o rest é vendido no mesmo mercado todo sábado. É interessante ver todo o trabalho que a comida demanda para chegar ao nosso prato. Já tive experiencia vendendo e comendo muita comida, mas nunca produzindo, e acho que é algo que todos devemos fazer um dia. Dar valor a isso é aprender que desperdício realmente nâo é algo bacana, e levando em conta que TODO desperdício de comida hoje se fosse evitado poderia acabar com a fome no mundo faz você pensar bastante nisso nâo? Hoje colhemos algumas abóboras, muitos tomates, pimentâo e berinjela. 

Tomates que colhí hoje pela tarde... depois de anos vendendo esses legumes na feira, chegou a hora de colher-los direto do pé, e comer alguns no meio do percurso...

Pois bem , fomos ao almoço onde conheci o resto da familia da Elise, sua filha e o marido que vieram almoçar conosco e trouxeram um belo bolo para dividir na sobremesa. Nâo preciso repetir que a comida aqui é sensacional, nâo é mesmo? Fazia tempo que nâo comia um Cous-Cous tâo bom, e claro, suco de maça a vontade na mesa e tomates na salada, das mesmas maças e tomates que eu colhí há algumas horas (quanto tempo leva sua comida pra chegar no seu prato desde que ela foi colhida??)

Fazemos 1h de descanso antes de voltarmos para a Fazendolimpics. Hora de comecar a desmontar as estufas,  trabalho que eu ainda vou levar alguns dias pra terminar. Nessa modalidade da Fazendolimpics acho que sou bom: exige força e nâo demanda muita habilidade detalhista como nas maçâs... desmontar é comigo mesmo. É incrível pensar que temos que fazer isso, desmontar toda uma estrutura gigantesca por 4-5 meses para montar de novo na primavera. Um esforço tremendo para garantir que o solo esteje pronto para receber novas sementes e que a estrutura nâo estrague com a chuva e a neve que pode cair por aqui. Mais incrível ainda é que a natureza faz isso sem precisar de toda estrutura... ela morre e nasce todos os anos com o inverno e a primavera. Imagine o tanto e energia que teríamos que usar para copiar essa maravilha que se chama primavera! Nâo precisamos fazer nada e as flores nascem, que depois geram frutos, para virarem sementes e aí começar tudo de novo.  Quem sabe se um dia realmente entendermos esse ciclo natural, nâo teremos que montar essas estruturas todos os anos para podermos nos alimentar??? Vale a pena refletir.


Odia termina com a chuva aumentando, Elise e Rax chegam da cidade com o carro cheio de lenha para abastecer o aquecedor da casa e ajudamos a descarregar, fico surpreso ao saber que tudo aquilo dá só para um mês de aquecimento (mais uma vez nâo fazemos idéia do quanto de materia prima usamos para nos mater vivos... em Londres o gás chega por um cano e você paga a conta do aquecimento no fim do mês, mas quantas árvores ou volume de lenha isso representa na real???)

No jantar Elise prepara um pâo caseiro e faz uma massa deliciosa para repor as energias. Fim do dia na fazenda... OPA!!! PERA AE!!! O PORQUINHO DO VIZINHO FUGIU!!! hahaha
Elise corre para me chamar, saio correndo e deixo esse texto que estava escrevendo. Quando chego, Rax já havia cercado o leitâozinho perto do celeiro e o vizinho ja vinha correndo dizendo para eu nâo me preocupar que ele pegava o fujâo (que bom, porque eu já estava de pijama e de chinelo, e lá fora estava um super frio).

Agora sim... posso descansar em paz sabendo que o leitâozinho está em casa hehehe... Mas estudar francês que é bom até agora NADA... mas acho que devo estar aprendendo algo por "osmose", pelo menos estou escutando bastante.

Pronto para o terceiro dia na Fazenda! Amanhâ explico melhor como funciona a fazenda aqui!

Meu nome é Herbert, treinando para as Fazendolimpcs e assim eu disse

HEY! 




Wwoofing na França! Parte 01.

Intro:
Pra quem nao sabe eu decidí ir para o sul da França ser voluntário em uma fazenda em um movimento chamado Wwoof (Worldwid Oportunities in Organic farms) que basicamente junta voluntário e fazendeiros organicos no mundo todo para trabalharem juntos... se vc quer saber mais entra no site oficial e se cadastre, nâo custa quase nada. http://wwoofinternational.org/ 

Pois bem. Estou mergulhando de cabeça nessa experiencia, e como alguns querem saber "qual é que é"a do Wwoofing vou fazer um mini diário aqui. A escolha do sul da França é pq quero aprender francês e fugir do frio de Londres e desestressar do Mestrado já terminado. Claro que é uma experiência nova, e por isso BOA, mas além de tudo acho que vai de encontro com quem sou hoje. Pra mim faz total sentido fazer isso hoje, por isso estou nessa. Aí vai o dia 01: 

DIario de bordo n.01: Apos um dia em uma fria e nublada Touluse, tomei um trem direto para Tarbes, uma cidadezinha a oeste dos Pirineus. O inverno aqui também mostra sua cara, com um frio de 07 C, e uma chuvinha fina, toda hora eu pensando como deve ser dureza esse trabalho na fazenda (levando em conta que eu nao tenho idéia ainda do que vou fazer exatamente, mas isso nao me assusta nada, eu gosto do incerto nessas ocasioes).
Chegando a Tarbes, ligo para Elise, a fazendeira de um telefone publico para avisar que ja cheguei na estacao como haviamos combinado, depois de alguns minutos tentando entender em frances que ela ia me buscar na frente da estacao, me assusto com o valor da ligacao: 4 Euros! Nao achei que ia ser tao caro! Mas tudo bem, pelo menos nao vou ficar perdido em Tarbes.
Desligo o telefone e comeco a buscar na mala algo pra comer, e ironicamente acho a maça que eu guardei pra mais tarde. Ironico porque estou indo trabalhar em uma fazenda de maças, pensei duas vezes antes de comer, já que acho que vou ficar enjoado de ver maças nesse mês. 
Após uns 20 minutos chega o carro de Elise, um desses carros tipo aquelas fiorinos com carroceria fechada branca. Eu avisto o carro e tenho quase certeza que é ela, já que todos os outros carros que param na estacao nao se parecem em nada com carros de fazendeiros. 
Ela passa por mim (eu nao sei que é ela, e ela nao sabe quem sou até entao) 
Como percebo que ela está procurando alguém na estacao vou em sua direçao e visto um belo sorriso, para dizer "Sim eu sou o quem vc procura"
Ela olha para mim e pergunta em frances se sou o "Herrrrrberrrt"(o "r"bem carregado no sotaque) 
E respondo em frances usando umas das poucas palavras que conheco: 
- Sim, como vc esta Elise? - - esse foi meu grande erro...
Ela ja lanca um:
- Ah! Você fala frances! que bom... e a partir daí já nao etendia MAIS NADA do que ela falou hahaha... até que tive que dizer. 
- Sorry! 
hahaha, foi engracado, acho que daqui pra frente vou tentar fazer menos sotaque frances, assim ninguem pensa que eu sou fluente ainda hahaha. 

Bom, a viagem até a fazenda foi tranquila, os dois no carro tentando se comunicar em 3 linguas, até achassemos as palavras que entendemos. Ela me mostra um castelo no caminho, a uns 5 min da fazenda, e coloca algumas musicas de um CD que pelo que entendí ela quem toca a guitarra em uma banda de rock junto com seu marido que toca o teclado... (espero que eu nao esteja enganado nessa traducao) 

A casa da fazenda nao podia ser diferente, os muros sao de COB (argila, terra e palha), linda decoracao campestre, tipica francesa. Sou recebido pelo marido de Elise, Monsieur Rax, super simpatico (ambos) me convidam a sentar e me apresentam uma outra Wwooffer (pessoa que está fazendo a mesma coisa que eu), da alemanha, a Norma, que já está aqui há 6 semanas. Norma já é Wwoffer experiente, veio pra ficar 3 semanas e acabou ficando o dobro ( o que me deixa animado, pois parece ser um bom lugar). 

O jantar é servido, deliciosa salada, uma sopa, e um cozido de vegetais... tudo orgânico cultivado alí na fazenda mesmo, ou pelos vizinhos. De certo a única coisa que parecia vir de um supermercado era o azeite balsamico na mesa. Pra sobremesa um iogurte preparado pela Elise e Norma, junto com (obviamente) geléia de maça do jardim da Elise. 

Eles mostram meu quarto e me dao a senha pra internet (só pq é fazenda nao precisa ser desconectado) e me ensinam as regras da casa, onde eles preservam a privacidade. Os voluntarios ficam na casa, mas em uma parte separada, o que eu concordo, especialmente se existe uma rotatividade muito grande de voluntários, o que atrapalha a privacidade do casal anfitriao, e claro, também dá um pouco mais de privacidade para os voluntários. 

Fim do dia, agora é descansar e aproveitar o friozinho (indesejado) pra dormir. Amanha café as 8h30, estou ansioso para ver os Campos de Elise verdes e começar o trabalho por aqui. 

Meu nome é Herbert e assim eu disse...
Hey!

Imagem da casa da Fazenda na França e a voluntária amiga Wwoofer Norma, de Leipzig - Alemanha.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

1 mês em Londres.

UAU!!!!




Já faz um mês que cheguei na terra da rainha, e nem parece uma semana.
Os primeiros dias foram super corridos, conhecer o novo bairro, comprar utencilios para a casa, arrumar os papéis do mestrado.
Foram dias incríveis e memoráveis por assim dizer. Tive meus momentos turistas nesse ultimo mês.
O que dizer de uma cidade como Londres? O mundo todo está aqui! Isso resume bem. Seja as pessoas, ou seja a própria cultura da cidade.
Londres foi fundada pelos Romanos, e depois disso virou uma grand epotencia colonizadora. Ou seja, trouxe de fora muitas coisas para cá. É só dar uma passada no British Musuem que você vai entender o que eu estou falando.
Fora isso, você acaba literalmente se assustando quando se perde por aqui. Ao se perder nas "não lineares"ruas de Londres encontramos monumentos, praças e prédios com arquiteturas incríveis, com influências asiáticas, egipcia, romana, etc... Fora as intervenções artisticas em qualquer lugar. Uma em particular me encanta. Uma funcionária do Metro perto aqui de casa (Earls Court Station) escreve semanalmente frases memoráveis em um painel de informações do metro (esses que eles usam para pregar papéis sobre linhas com problema, ou avisos pertinentes). São frases que vão desde Oscar Wild até o Prof. Dumbledore do Harry Potter.

Comer aqui não é barato (assim como no Brasil, não é mesmo?) Então estou fazendo grande parte das minhas refeições em casa mesmo, já que eu gosto de cozinhar, e sobra um tempinho para isso mesmo.

Estou morando perto do Hyde Park, um dos maiores parques na zona central de Londres, o que faz você sempre lembrar que existe algo além da selva de pedras que é a cidade.
Na última semana comprei uma bicicleta. Apesar de que o transporte público aqui é MUITO bom, a bicicleta ajuda a dimiuir alguns custos e ainda faço um exercício além de conhecer melhor a cidade (afinal os metrôs não são na superfície). Para ir a Universidade eu tenho que cruzar o Hyde Park, transformando a viagem em um prazer e um ótimo exercício.

Meu caminho para a Universidade é SUPER turístico... além do Hyde Park, eu passo em frente ao Palácio de Buckingham, dou um oi para a rainha, e sempre na linha do Horizonte estão o London Eye e o famoso Big Ben. É como se o caminho me lembrasse que além de todas as leituras que eu tenho que fazer, preciso ter noção que estou em LONDRES e aproveitar a cidade.

Ainda tenho 11 meses pela frente... Muita coisa pra conhecer!!! Mas toda essa jornada vai ser facilitada. Já fiz bons amigos por aqui, a agenda social é bem agitada pode-se dizer, afinal todos aqui são visitantes e querem aproveitar o melhor de Londres.
Fora isso já me inscrevi para alguns programas como voluntário. Um deles é um que estou ansioso por começar: É um programa da LSE para escolas com alunos de baixa-renda. Eles oferecem a oportunidade de sermos "mentores" de jovens. Nada de dar aula, mas sim conversar com esses alunos e descobrir como podemos ajudar em suas vidas acadêmicas (ou não acadêmicas). Eu acho que vou gostar.

Esse é o mix de um mês aqui... em breve posto mais coisas sobre o dia a dia.

See you soon!






sexta-feira, 31 de agosto de 2012


Estudar no Reino Unido


Prezados, como muitas pessoas pediram, vou colocar aqui os caminhos que eu trilhei para estudar em Londres nesse ano. Não vou me estender para outros países, pois as oportunidades diferem muito nos diferentes países, por isso vou falar de Londres especificamente para os cursos de Mestrado (Master of Sciences "Msc."), que é o que vou fazer.
Bom, eu como um estudante aqui no Brasil, sempre tive o sonho de estudar fora do país, conhecer uma cultura diferente e ter um diploma de mestrado. Posso dizer com certeza que existe a hora certa (maturidade, condição financeira, grau de empenho nos estudos... tudo conta).
A primeira dica que vou dar é para perseguir seu sonho. Se é realmente isso que você quer, basta se planejar e ter a disciplina para AGIR!.
Eu contei com ajudas SUPER importantes nesse processo, tanto da minha companheira de jornada (e namorada) Janaina (te amo!) como dos meus amigos, ex-professores, pessoal do trabalho, minha irmã e meus pais. Então levem em consideração que estas pessoas estarão por trás de tudo o que eu escrever de dicas aqui.
Algumas  coisas básicas que você precisa para estudar um mestrado em Londres são:
1 – Seu inglês deve ser bom: Muitas universidades pedem exames de proficiência (IELTS) em Inglês. A maioria pede uma nota acima de 5.5, alguns cursos (como direito por exemplo) pedem notas acima de 7,5 (que não é muito fácil tirar).
2 – Vida acadêmica razoavelmente boa. Você não vai fazer uma prova para entrar no mestrado de lá. Eles analisam seu currículo da graduação e seu currículo profissional. Não precisa ter projeto de pesquisa prévio também. Portanto, ter algumas boas notas na graduação, ajuda muito.
3 – Uma bolsa de estudos, ou dinheiro para poder se manter durante o período do curso(você deve comprovar isso, estou explicando mais abaixo)

Como se inscrever em uma Universidade?

A primeira coisa que eu fiz foi procurar os cursos que eu queria fazer em boas universidades. Escolhi Londres por ser uma cidade que oferecia uma vida cultural interessante, além de ótimas universidades.
Existem sites de busca muito bons para isso, que você pode buscar por curso, ou mesmo por universidade:

Depois, sempre é bom dar uma olhada nos rankings das universidades que você escolheu.

Depois de escolher a sua universidade você deve fazer o Application para o curso selecionado. Geralmente existe uma taxa envolvida nesse processo (25 libras + ou-). Algumas universidades não cobram nada.
Royal Holloway. Fica um pouco fora da cidade
mas é muito interessante.
Veja tudo que é necessário para se inscrever e as condições (assim como as taxas) que envolvem seu curso. O processo de inscrição deve ser feito com cuidado. Esse processo é como se fosse seu “vestibular”. Uma ficha online que você deve preencher com seus dados.
Eles sempre irão pedir seus históricos escolares e diplomas, obviamente TRADUZIDOS de forma JURAMENTADA. Um tradutor juramentado não é algo muito barato. Vale a pena dar uma pesquisada em valores.




Feito isso você tem que esperar um tempo para que eles te respondam se será garantido um lugar para você ou não, portanto MUITA ATENÇÃO:

- Muitas bolsas de estudo tem seu processo de inscrição encerradas em março/maio. As inscrições para a Universidade geralmente abrem já em setembro (01 ano antes do curso, a proposito, o ano letivo lá começa em Setembro/outubro). Faça sua inscrição na universidade o quanto antes! Assim você terá a aprovação da universidade para dar entrada no processo de pedido de bolsa.


Fora a tradução juramentada e a taxa de inscrição, caso você seja agraciado com uma vaga, geralmente eles pedem alguns documentos que devem ser enviados por correio. Aqui vai uma dica bacana:

Para enviar correspondências para Londres, com um prazo de até uns 15 dias, você pode enviar por correio prioritário! Esse tipo de envio é super barato (cerca de 6 reais) e a correspondência chega com segurança (no meu caso chegou em 07 dias!!! Muito rápido) Você pode optar por SEDEX ou outras formas de envio que saem bem mais caras, caso deseje que chegue em um numero menor de dias. Se você fizer tudo com antecedência não precisará gastar muito com isso.

As respostas das universidades podem ser diferentes daquela que você esperava. Eu não recebi nenhuma negativa (bom pro meu Ego J ) mas uma delas disse que eu não fui aprovado para fazer o Mestrado com entrega de tese, e que eu poderia a principio me inscrever como aluno para receber um PGDip (Post Graduate Diploma). Qual a diferença? ? ? PGDip não é reconhecido como mestrado no Brasil, uma vez que você não precisa escrever a dissertação. Eles me explicaram que se no meio do curso, minhas notas fossem boas, eles me liberariam para o Mestrado formal (conhecido como Msc. – Master of Sciences). Bom essa oferta eu recusei, uma vez que a Universidade era até fora da cidade de Londres.


É sempre bom pesquisar bem sobre a Universidade, ver se o seu diploma poderá ser validado aqui no Brasil quando você voltar (para quem quiser a validação, se você não quiser esqueça essa etapa). Ainda não sei direito como vai funcionar a validação do meu curso, e isso é tópico para outro post, um outro dia, quem sabe daqui um ano.

Sobre as bolsas de estudo.

Além de ver estas universidades e pesquisar os cursos e programas que elas oferecem eu pesquisei quais as oportunidades de bolsas existentes naquele ano. Para começar vou listar aqui todas que eu encontrei para o Reino Unido e descrever um pouco cada uma delas ok? Mas não se limite a esta lista!!! Eu mesmo encontrei algumas no google que eu perdi a data de inscrição. Não eram tão significativas (até esqueci o nome desta específica) mas pode ser uma oportunidade!!!.

1.       Chevening Scholarships

É uma ótima bolsa e super concorrida. Atualmente o British Council mudou a administração destas bolsas para uma comissão especializada, então podem ser que as regras mudem um pouco.
A bolsa cobre TODOS os custos do seu curso (fee), que para estrangeiros, em boas universidades giram em torno de 17 mil libras. Além disso eles te dão uma ajuda de custo mensal para morar lá durante o tempo de curso (1 mil libras por mês + ou -)
Para se inscrever você precisa já ter uma carta de aprovação da Universidade que você quer estudar, além das notas do seu exame de proficiência.
O processo de inscrição não é simples, ele exige que você responda algumas perguntas e faça uma declaração explicando por que você quer estudar no Reino Unido.  Além disso são necessárias recomendações acadêmicas e profissionais (um ex-professor, o atual ou ex-empregador) Tudo obviamente em inglês...
Não perca o prazo de inscrição, geralmente em dezembro ele já está aberto e vai até março, e você já teve tempo para ser aceito ou estar em processo de aceite nas universidades.

2.       World Bank Joint Japan Scholarship

Outra bolsa muito boa, e apesar de não ter o Glamour da Chevening oferecida pelo conselho birtânico, ela é até melhor, pois além de te pagar tudo o curso + ajuda de custo mensal, eles te pagam a passagem de ida e volta!!
O processo para esta começa geralmente em Janeiro, acessível pelo site: http://web.worldbank.org/WBSITE/EXTERNAL/WBI/EXTWBISFP/0,,menuPK:551559~pagePK:64168427~piPK:64168435~theSitePK:551553,00.html
O problema dessa é que você tem que enviar um calhamaço de documentos pra Washington (sede do World Bank) e eles demoram um pouco mais pra analisar os pedidos.
Sempre é bom, ler e reler todas instruções. A esta altura, quando você está pedindo bolsa, você já está com tanta documentação que é  fácil se perder nos montes de papel.

3.       Bolsas da própria universidade

Estas duas aí de cima, são as principais, mas cada Universidade, ou até mesmo curso, oferece bolsas específicas para determinados países. Procure com atenção no site da universidade estas oportunidades e como se inscrever. Eu consegui 02 bolsas pela universidade que vou fazer (LSE) uma do Banco Santander, através de um convênio que o Banco possui com diversas destas universidades e outra da própria universidade, já que sou considerado um estudante de baixa renda. Elas geralmente pagam suas taxas, mas não dão ajuda de custo ou passagem, portanto fique atento.
Para mestrado, esqueça bolsas da CAPES, elas são só para doutorado no exterior. O governo entende que os cursos de Mestrado nas Universidades Publicas no Brasil são muito bons e por isso não oferecem bolsas para você estudar seu mestrado todo fora do pais. Existem algumas opções, entretanto, de mestrado do tipo sanduíche (metade no Brasil, metade fora). Vale a pena pesquisar.

O VISTO DE ESTUDANTE


Depois de tudo isso você passará por mais uma etapa um pouco complexa, que é o processo de retirada do visto de estudante. Se você conseguiu bolsa (do World Bank ou Chevening) é mais fácil, uma vez que você não precisa comprovar que você conseguirá se manter lá, já que a bolsa garante isso. Caso não, você deve correr atrás dessa documentação comprovante.

Não acho o processo ABSURDO E BUROCRÁTICO, uma vez que existem MUITOS brasileiros ilegais por lá, que usam inclusive de convites de universidade para poderem trabalhar ilegalmente. Como estudante de Mestrado Full time, você pode trabalhar até 20h semanalmente (obviamente é pouco, pois entende-se que você também tem que estudar!).
Reunir toda documentação, preencher todas as fichas, pagar as taxas de visto. Faça isso tudo com atenção, para não perder seu tempo com erros bobos.
Conversando com alguns amigos que estão indo para outros lugares, percebo até que o processo de tirada de visto de estudante para o Reino Unido é relativamente mais fácil que para os Estados Unidos e INFINITAMENTE mais fácil que para a Africa do Sul por exemplo (que inclusive pede chapas do seu pulmão, e antecedentes criminais de todos os países que você morou previamente.)
O Reino Unido não pede muitas coisas além das comprovações acadêmicas que você já enviou a Universidade, e os comprovantes financeiros como dito anteriormente. Nem mesmo um seguro saúde é necessário, uma vez que a saúde pública no Reino Unido é PÚBLICA de verdade.
As taxas são um pouco salgadas, mas se você já chegou até aqui, não é agora que vai desistir. O processo todo para tirar o visto vai te custar uns 900 reais... isso se você não tiver que viajar para as cidades onde eles prestam o serviço (SP, RJ e DF).

Quanto custa afinal fazer mestrado em Londres?

 
Se você colocar na ponta do lápis, vai perceber que fica bem caro esse processo. Lembrando que a moeda de lá é a Libra! É uma moeda muito forte, hoje a cotação está 1 libra = 3,40 reais...
Bom, para viver lá eu devo usar a máxima: "Quem converte não se diverte", recomendo a qualquer pessoa fazer o mesmo rsrs...
De qualquer forma, vamos tentar somar as coisas que gastamos para tirar esse título de Mestre na terra da rainha 

Não dou certeza que estes valores estejam atualizados, alguns variam muito, mas vamos listar tudo que você terá que pagar:
- Taxa de inscrição para aplicar nas universidades (recomendado aplicar em + de 01)
Cerca de 100 reais
- Tradução juramentada dos seus diplomas e históricos escolares
- Cerca de 400 reais
- Gasto com correio
- Cerca de 50 reais
- Gastos com Visto
- Cerca de 900 reais
-Gastos com o curso
- Cerca de 65 mil reais (variam muito)
- passagens ida e volta
- Cerca de 3 mil reais
- Custo de vida em Londres
- Cerca de 3 mil reais por mês. Um ano = 36 mil.

faça as contas de quanto você gastaria ainda, se vai com família, se têm alguma condição especial, se quer além disso viajar pela Europa (afinal você já está lá mesmo...) 
Eu vou muito com espirito de estudante, VIVA LA VIDA!. 

Obviamente, se você possui uma bolsa, esses últimos valores vão desaparecer e sua vida ficará mais fácil. Mas se você não tem bolsa, também não é impossível.

Sabe aquele carro que você quer comprar? Que vai desvalorizar a partir do momento que você sair da loja? E que ainda por cima você vai pagar combustível, IPVA, Multa, etc... ??
Se você quer estudar fora e não consegue a bolsa, deixe de compra-lo.

NÃO VÁ DAR UMA DE ESPERTO! trabalhar ilegalmente é coisa séria. Certifique-se que têm a grana para sobreviver um ano lá. Essa história de "ah, quando eu chegar lá dou um jeito" é a maior furada!!.
Só pesquisar no google que você encontra algumas histórias assustadoras.! 

Como eu disse no começo, tem que se planejar e buscar essa realização. Eu conto com a ajuda de muitas pessoas para realizar esse sonho, e aposto que você também conta com ajuda de alguém.

Espero que tenha ajudado em alguma coisa J

Meu nome é Herbert e assim eu disse: HEY!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O que não há de errado com o radicalismo.



Hoje vemos muitos movimentos que se formam em diversos âmbitos: cultural, social, ambiental, político... Esses movimentos surgem porque as pessoas que deles participam acreditam que podem modificar a sua realidade agindo da forma que considera mais correta.

Eu participo de alguns movimentos também, e hoje acredito ter uma visão um pouco diferente de quando eu comecei a atuar nesses movimentos. Vários são os nomes que damos para estas pessoas como voluntários, ativistas, participantes, mobilizadores. Ultimamente uma palavra tem batido na mente de forma meio peculiar, de uma forma que eu não havia enxergado antes e nem refletido sobre o que ela significa, essa palavra é “RADICAL”. Estou dizendo no sentido social, o “radicalismo”.

Dentro destes movimentos sociais uma pessoa ou grupo pode ou não ser chamada de RADICAL, e o que vejo é que essa classificação é muito subjetiva, não é mesmo? O que quero dizer é que uma pessoa que é radical para mim pode não ser para você. Mas não é esta reflexão que quero trazer. Quero definir o que é ser radical, através de seus atos! (mesmo que você não faça nada, pode ser considerado radical !)

O que me prende nos “radicais” seja qual for o ponto de vista, é o porquê deles serem “radicais”. Muitos grupos no meu ponto de vista são considerados radicais, e na verdade não o são.

Se prestamos atenção, radicais são aqueles que querem mudar alguma coisa e fazem isso gerando uma mudança em outras pessoas ou grupos que não os deles, em forma de protesto, comeando sempre com uma mudança pessoal. Radical é diferente de extremista.

Ser extremo é acreditar em algum movimento também, porém, não tentar a mudança sem antes mudar o outro primeiro. Ser extremista é simplesmente agir de acordo com a filosofia, sem tentar que outros vejam como é bom seguir nessa filosofia com você... Considero um processo egoísta. Extremistas não percebem o processo democrático do radicalismo.

O que quero dizer é que, não adianta acreditar e seguir, se você quer a mudança, deve aderir ao radicalismo. Não vejo valia no extremismo...

Num ponto de vista mais profundo podemos dizer que radicalismo se confunde com autoritarismo... SIM.... mas imagine um radical contra o autoritarismo? Radicalismo em prol da democracia??? Eu acredito ser possível, a parir do momento que este radical entenda que ser radical é não ser autoritário.

Fico perplexo com amigos que seguem movimentos maravilhosos, com potenciais para mudanças incríveis no mundo (incluindo nesse movimento órgãos formais: escolas, governos, corporações), porém são extremistas!! Não se relacionam com outros meios que sejam antagônicos ao seu... Onde a mudança que eles desejam deveria realmente acontecer.

Para derrubar paradigmas você deve ser radical... atacar onde realmente faz a diferença, ser implosivo. Implosão é aquele negócio que derruba uma velha estrutura, que apresenta risco, ou que não serve mais para as pessoas, de forma segura. Colocar explosivos por dentro, com segurança, sem feridos ou mortos. É mudar por dentro, tendo a noção que nem todos conseguem perceber o que você percebeu há muito tempo.

Ser a mudança que você quer ver é essencial para o radicalismo. O radicalismo por uma causa é feito com amor, não ódio.

Radical, antes de tudo, quer dizer raiz. Aquilo que se cortado mata.

Meu nome é Herbert e assim eu digo Hey!