sexta-feira, 31 de agosto de 2012


Estudar no Reino Unido


Prezados, como muitas pessoas pediram, vou colocar aqui os caminhos que eu trilhei para estudar em Londres nesse ano. Não vou me estender para outros países, pois as oportunidades diferem muito nos diferentes países, por isso vou falar de Londres especificamente para os cursos de Mestrado (Master of Sciences "Msc."), que é o que vou fazer.
Bom, eu como um estudante aqui no Brasil, sempre tive o sonho de estudar fora do país, conhecer uma cultura diferente e ter um diploma de mestrado. Posso dizer com certeza que existe a hora certa (maturidade, condição financeira, grau de empenho nos estudos... tudo conta).
A primeira dica que vou dar é para perseguir seu sonho. Se é realmente isso que você quer, basta se planejar e ter a disciplina para AGIR!.
Eu contei com ajudas SUPER importantes nesse processo, tanto da minha companheira de jornada (e namorada) Janaina (te amo!) como dos meus amigos, ex-professores, pessoal do trabalho, minha irmã e meus pais. Então levem em consideração que estas pessoas estarão por trás de tudo o que eu escrever de dicas aqui.
Algumas  coisas básicas que você precisa para estudar um mestrado em Londres são:
1 – Seu inglês deve ser bom: Muitas universidades pedem exames de proficiência (IELTS) em Inglês. A maioria pede uma nota acima de 5.5, alguns cursos (como direito por exemplo) pedem notas acima de 7,5 (que não é muito fácil tirar).
2 – Vida acadêmica razoavelmente boa. Você não vai fazer uma prova para entrar no mestrado de lá. Eles analisam seu currículo da graduação e seu currículo profissional. Não precisa ter projeto de pesquisa prévio também. Portanto, ter algumas boas notas na graduação, ajuda muito.
3 – Uma bolsa de estudos, ou dinheiro para poder se manter durante o período do curso(você deve comprovar isso, estou explicando mais abaixo)

Como se inscrever em uma Universidade?

A primeira coisa que eu fiz foi procurar os cursos que eu queria fazer em boas universidades. Escolhi Londres por ser uma cidade que oferecia uma vida cultural interessante, além de ótimas universidades.
Existem sites de busca muito bons para isso, que você pode buscar por curso, ou mesmo por universidade:

Depois, sempre é bom dar uma olhada nos rankings das universidades que você escolheu.

Depois de escolher a sua universidade você deve fazer o Application para o curso selecionado. Geralmente existe uma taxa envolvida nesse processo (25 libras + ou-). Algumas universidades não cobram nada.
Royal Holloway. Fica um pouco fora da cidade
mas é muito interessante.
Veja tudo que é necessário para se inscrever e as condições (assim como as taxas) que envolvem seu curso. O processo de inscrição deve ser feito com cuidado. Esse processo é como se fosse seu “vestibular”. Uma ficha online que você deve preencher com seus dados.
Eles sempre irão pedir seus históricos escolares e diplomas, obviamente TRADUZIDOS de forma JURAMENTADA. Um tradutor juramentado não é algo muito barato. Vale a pena dar uma pesquisada em valores.




Feito isso você tem que esperar um tempo para que eles te respondam se será garantido um lugar para você ou não, portanto MUITA ATENÇÃO:

- Muitas bolsas de estudo tem seu processo de inscrição encerradas em março/maio. As inscrições para a Universidade geralmente abrem já em setembro (01 ano antes do curso, a proposito, o ano letivo lá começa em Setembro/outubro). Faça sua inscrição na universidade o quanto antes! Assim você terá a aprovação da universidade para dar entrada no processo de pedido de bolsa.


Fora a tradução juramentada e a taxa de inscrição, caso você seja agraciado com uma vaga, geralmente eles pedem alguns documentos que devem ser enviados por correio. Aqui vai uma dica bacana:

Para enviar correspondências para Londres, com um prazo de até uns 15 dias, você pode enviar por correio prioritário! Esse tipo de envio é super barato (cerca de 6 reais) e a correspondência chega com segurança (no meu caso chegou em 07 dias!!! Muito rápido) Você pode optar por SEDEX ou outras formas de envio que saem bem mais caras, caso deseje que chegue em um numero menor de dias. Se você fizer tudo com antecedência não precisará gastar muito com isso.

As respostas das universidades podem ser diferentes daquela que você esperava. Eu não recebi nenhuma negativa (bom pro meu Ego J ) mas uma delas disse que eu não fui aprovado para fazer o Mestrado com entrega de tese, e que eu poderia a principio me inscrever como aluno para receber um PGDip (Post Graduate Diploma). Qual a diferença? ? ? PGDip não é reconhecido como mestrado no Brasil, uma vez que você não precisa escrever a dissertação. Eles me explicaram que se no meio do curso, minhas notas fossem boas, eles me liberariam para o Mestrado formal (conhecido como Msc. – Master of Sciences). Bom essa oferta eu recusei, uma vez que a Universidade era até fora da cidade de Londres.


É sempre bom pesquisar bem sobre a Universidade, ver se o seu diploma poderá ser validado aqui no Brasil quando você voltar (para quem quiser a validação, se você não quiser esqueça essa etapa). Ainda não sei direito como vai funcionar a validação do meu curso, e isso é tópico para outro post, um outro dia, quem sabe daqui um ano.

Sobre as bolsas de estudo.

Além de ver estas universidades e pesquisar os cursos e programas que elas oferecem eu pesquisei quais as oportunidades de bolsas existentes naquele ano. Para começar vou listar aqui todas que eu encontrei para o Reino Unido e descrever um pouco cada uma delas ok? Mas não se limite a esta lista!!! Eu mesmo encontrei algumas no google que eu perdi a data de inscrição. Não eram tão significativas (até esqueci o nome desta específica) mas pode ser uma oportunidade!!!.

1.       Chevening Scholarships

É uma ótima bolsa e super concorrida. Atualmente o British Council mudou a administração destas bolsas para uma comissão especializada, então podem ser que as regras mudem um pouco.
A bolsa cobre TODOS os custos do seu curso (fee), que para estrangeiros, em boas universidades giram em torno de 17 mil libras. Além disso eles te dão uma ajuda de custo mensal para morar lá durante o tempo de curso (1 mil libras por mês + ou -)
Para se inscrever você precisa já ter uma carta de aprovação da Universidade que você quer estudar, além das notas do seu exame de proficiência.
O processo de inscrição não é simples, ele exige que você responda algumas perguntas e faça uma declaração explicando por que você quer estudar no Reino Unido.  Além disso são necessárias recomendações acadêmicas e profissionais (um ex-professor, o atual ou ex-empregador) Tudo obviamente em inglês...
Não perca o prazo de inscrição, geralmente em dezembro ele já está aberto e vai até março, e você já teve tempo para ser aceito ou estar em processo de aceite nas universidades.

2.       World Bank Joint Japan Scholarship

Outra bolsa muito boa, e apesar de não ter o Glamour da Chevening oferecida pelo conselho birtânico, ela é até melhor, pois além de te pagar tudo o curso + ajuda de custo mensal, eles te pagam a passagem de ida e volta!!
O processo para esta começa geralmente em Janeiro, acessível pelo site: http://web.worldbank.org/WBSITE/EXTERNAL/WBI/EXTWBISFP/0,,menuPK:551559~pagePK:64168427~piPK:64168435~theSitePK:551553,00.html
O problema dessa é que você tem que enviar um calhamaço de documentos pra Washington (sede do World Bank) e eles demoram um pouco mais pra analisar os pedidos.
Sempre é bom, ler e reler todas instruções. A esta altura, quando você está pedindo bolsa, você já está com tanta documentação que é  fácil se perder nos montes de papel.

3.       Bolsas da própria universidade

Estas duas aí de cima, são as principais, mas cada Universidade, ou até mesmo curso, oferece bolsas específicas para determinados países. Procure com atenção no site da universidade estas oportunidades e como se inscrever. Eu consegui 02 bolsas pela universidade que vou fazer (LSE) uma do Banco Santander, através de um convênio que o Banco possui com diversas destas universidades e outra da própria universidade, já que sou considerado um estudante de baixa renda. Elas geralmente pagam suas taxas, mas não dão ajuda de custo ou passagem, portanto fique atento.
Para mestrado, esqueça bolsas da CAPES, elas são só para doutorado no exterior. O governo entende que os cursos de Mestrado nas Universidades Publicas no Brasil são muito bons e por isso não oferecem bolsas para você estudar seu mestrado todo fora do pais. Existem algumas opções, entretanto, de mestrado do tipo sanduíche (metade no Brasil, metade fora). Vale a pena pesquisar.

O VISTO DE ESTUDANTE


Depois de tudo isso você passará por mais uma etapa um pouco complexa, que é o processo de retirada do visto de estudante. Se você conseguiu bolsa (do World Bank ou Chevening) é mais fácil, uma vez que você não precisa comprovar que você conseguirá se manter lá, já que a bolsa garante isso. Caso não, você deve correr atrás dessa documentação comprovante.

Não acho o processo ABSURDO E BUROCRÁTICO, uma vez que existem MUITOS brasileiros ilegais por lá, que usam inclusive de convites de universidade para poderem trabalhar ilegalmente. Como estudante de Mestrado Full time, você pode trabalhar até 20h semanalmente (obviamente é pouco, pois entende-se que você também tem que estudar!).
Reunir toda documentação, preencher todas as fichas, pagar as taxas de visto. Faça isso tudo com atenção, para não perder seu tempo com erros bobos.
Conversando com alguns amigos que estão indo para outros lugares, percebo até que o processo de tirada de visto de estudante para o Reino Unido é relativamente mais fácil que para os Estados Unidos e INFINITAMENTE mais fácil que para a Africa do Sul por exemplo (que inclusive pede chapas do seu pulmão, e antecedentes criminais de todos os países que você morou previamente.)
O Reino Unido não pede muitas coisas além das comprovações acadêmicas que você já enviou a Universidade, e os comprovantes financeiros como dito anteriormente. Nem mesmo um seguro saúde é necessário, uma vez que a saúde pública no Reino Unido é PÚBLICA de verdade.
As taxas são um pouco salgadas, mas se você já chegou até aqui, não é agora que vai desistir. O processo todo para tirar o visto vai te custar uns 900 reais... isso se você não tiver que viajar para as cidades onde eles prestam o serviço (SP, RJ e DF).

Quanto custa afinal fazer mestrado em Londres?

 
Se você colocar na ponta do lápis, vai perceber que fica bem caro esse processo. Lembrando que a moeda de lá é a Libra! É uma moeda muito forte, hoje a cotação está 1 libra = 3,40 reais...
Bom, para viver lá eu devo usar a máxima: "Quem converte não se diverte", recomendo a qualquer pessoa fazer o mesmo rsrs...
De qualquer forma, vamos tentar somar as coisas que gastamos para tirar esse título de Mestre na terra da rainha 

Não dou certeza que estes valores estejam atualizados, alguns variam muito, mas vamos listar tudo que você terá que pagar:
- Taxa de inscrição para aplicar nas universidades (recomendado aplicar em + de 01)
Cerca de 100 reais
- Tradução juramentada dos seus diplomas e históricos escolares
- Cerca de 400 reais
- Gasto com correio
- Cerca de 50 reais
- Gastos com Visto
- Cerca de 900 reais
-Gastos com o curso
- Cerca de 65 mil reais (variam muito)
- passagens ida e volta
- Cerca de 3 mil reais
- Custo de vida em Londres
- Cerca de 3 mil reais por mês. Um ano = 36 mil.

faça as contas de quanto você gastaria ainda, se vai com família, se têm alguma condição especial, se quer além disso viajar pela Europa (afinal você já está lá mesmo...) 
Eu vou muito com espirito de estudante, VIVA LA VIDA!. 

Obviamente, se você possui uma bolsa, esses últimos valores vão desaparecer e sua vida ficará mais fácil. Mas se você não tem bolsa, também não é impossível.

Sabe aquele carro que você quer comprar? Que vai desvalorizar a partir do momento que você sair da loja? E que ainda por cima você vai pagar combustível, IPVA, Multa, etc... ??
Se você quer estudar fora e não consegue a bolsa, deixe de compra-lo.

NÃO VÁ DAR UMA DE ESPERTO! trabalhar ilegalmente é coisa séria. Certifique-se que têm a grana para sobreviver um ano lá. Essa história de "ah, quando eu chegar lá dou um jeito" é a maior furada!!.
Só pesquisar no google que você encontra algumas histórias assustadoras.! 

Como eu disse no começo, tem que se planejar e buscar essa realização. Eu conto com a ajuda de muitas pessoas para realizar esse sonho, e aposto que você também conta com ajuda de alguém.

Espero que tenha ajudado em alguma coisa J

Meu nome é Herbert e assim eu disse: HEY!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O que não há de errado com o radicalismo.



Hoje vemos muitos movimentos que se formam em diversos âmbitos: cultural, social, ambiental, político... Esses movimentos surgem porque as pessoas que deles participam acreditam que podem modificar a sua realidade agindo da forma que considera mais correta.

Eu participo de alguns movimentos também, e hoje acredito ter uma visão um pouco diferente de quando eu comecei a atuar nesses movimentos. Vários são os nomes que damos para estas pessoas como voluntários, ativistas, participantes, mobilizadores. Ultimamente uma palavra tem batido na mente de forma meio peculiar, de uma forma que eu não havia enxergado antes e nem refletido sobre o que ela significa, essa palavra é “RADICAL”. Estou dizendo no sentido social, o “radicalismo”.

Dentro destes movimentos sociais uma pessoa ou grupo pode ou não ser chamada de RADICAL, e o que vejo é que essa classificação é muito subjetiva, não é mesmo? O que quero dizer é que uma pessoa que é radical para mim pode não ser para você. Mas não é esta reflexão que quero trazer. Quero definir o que é ser radical, através de seus atos! (mesmo que você não faça nada, pode ser considerado radical !)

O que me prende nos “radicais” seja qual for o ponto de vista, é o porquê deles serem “radicais”. Muitos grupos no meu ponto de vista são considerados radicais, e na verdade não o são.

Se prestamos atenção, radicais são aqueles que querem mudar alguma coisa e fazem isso gerando uma mudança em outras pessoas ou grupos que não os deles, em forma de protesto, comeando sempre com uma mudança pessoal. Radical é diferente de extremista.

Ser extremo é acreditar em algum movimento também, porém, não tentar a mudança sem antes mudar o outro primeiro. Ser extremista é simplesmente agir de acordo com a filosofia, sem tentar que outros vejam como é bom seguir nessa filosofia com você... Considero um processo egoísta. Extremistas não percebem o processo democrático do radicalismo.

O que quero dizer é que, não adianta acreditar e seguir, se você quer a mudança, deve aderir ao radicalismo. Não vejo valia no extremismo...

Num ponto de vista mais profundo podemos dizer que radicalismo se confunde com autoritarismo... SIM.... mas imagine um radical contra o autoritarismo? Radicalismo em prol da democracia??? Eu acredito ser possível, a parir do momento que este radical entenda que ser radical é não ser autoritário.

Fico perplexo com amigos que seguem movimentos maravilhosos, com potenciais para mudanças incríveis no mundo (incluindo nesse movimento órgãos formais: escolas, governos, corporações), porém são extremistas!! Não se relacionam com outros meios que sejam antagônicos ao seu... Onde a mudança que eles desejam deveria realmente acontecer.

Para derrubar paradigmas você deve ser radical... atacar onde realmente faz a diferença, ser implosivo. Implosão é aquele negócio que derruba uma velha estrutura, que apresenta risco, ou que não serve mais para as pessoas, de forma segura. Colocar explosivos por dentro, com segurança, sem feridos ou mortos. É mudar por dentro, tendo a noção que nem todos conseguem perceber o que você percebeu há muito tempo.

Ser a mudança que você quer ver é essencial para o radicalismo. O radicalismo por uma causa é feito com amor, não ódio.

Radical, antes de tudo, quer dizer raiz. Aquilo que se cortado mata.

Meu nome é Herbert e assim eu digo Hey!


terça-feira, 22 de novembro de 2011

A dor e as cócegas...


Segunda a wikipedia: O Sacrifício é a prática de oferecer como alimento a vida de animais, humanos, colheitas e plantações, aos deuses, como acto de propiciação ou culto. O termo é usado também metaforicamente para descrever atos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem.

"A favor de outrem"... seria o sacrifício também beneficio do que se sacrifica, a sua motivação?
Posso considerar outra prática como auto-flagelo, mas o sacrifício não...
Vejo pessoas se sacrificando diariamente. As invejo e tento seguir seus passos, sei que há limites a cada um e não há uma definição do certo e errado para que o sacrifício possa ser considerado o certo...
Cada um no seu dia possui uma parte deste sacrifício. Agora vejamos outra definição agora um pouco maior:

"As Cócegas são um processo neurológico e físico do corpo humano. Diversas teorias tentam explicar o que são as cócegas e a mais aceita recentemente pelos cientistas é a de que as cócegas são um sistema de autodefesa do corpo. Segundo essa teoria, o cérebro emite um sinal de alarme e o corpo responde rapidamente. Embora essa explicação seja possível, as cócegas estão nos comportamentos de animais sociais, como por exemplo, os macacos, que também fazem cócegas uns aos outros, como uma forma de estreitar as relações entre si.
Geralmente estimulada por um leve roçar da pele, fricção ou pequenas pressões (apertões) em certas partes do corpo, como a barriga, os pés ou as axilas, por exemplo, as cócegas são um meio de se aproximar de maneira mais íntima com o outro. Ao receber as cócegas, nosso corpo acaba reagindo com espasmos e riso convulso."

A dor é definida assim:
A dor é mais que uma resposta resultante da integração central de impulsos dos nervos periféricos, ativados por estímulos locais. De facto a dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão real ou potencial.

Vejo que se colocamos em paralelo o mesmo senso que causa a dor quando estimulado em baixa intensidade podem causar as cócegas...

Sacrifícios pessoais centralizados trazem a dor... podem ser tão insuportáveis a ponto de alguém não querer mais sentir dor... mas as cócegas são aceitáveis, te fazem rir... até mesmo chorar de rir...

Quero propor um desafio... Compartilhemos da dor, do sarificio de um. Vamos pegar um pouco disso para cada pessoa, vamos compartilhar as dores do mundo de uma maneira onde todos possam SENTI-LA!,,, assim que conseguirmos ela será tão insignificante que estaremos rindo.

Que todos sejamos mártires... que todos possam sorrir....

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

um passo em outra direção, quem me dera ter 4 pernas...


Ontem sentei novamente em um banco de uma sala de aula...

Não fiquei surpreso por NADA ter mudado na estrutura desde que me formei há 2 anos e meio atrás: carteiras, uma lousa, 40 escutando e 01 falando.
Apesar de estar muito empolgado com o início deste curso eu refletí algumas vezes se queria mesmo estar alí, daquela forma: ouvindo, escutando, lendo slides, anotando...



Os colegas de sala são pessoas bacanas, o professor super simpático com bons conhecimentos mas a verdade é que eu preciso de mais.

Quando me dei conta estava fazendo um MAPA MENTAL sobre o assunto no meu caderno ao invés das tradicionais anotações por tópicos. A aula, sobre ética empresarial, falava a 40 pessoas como deveriam se portar segundo valores, princípios e cultura. A presivilidade do que estava por vir era de certa forma entediante.

Eu sentí uma vontade tremenda de ser surpreendido de alguma forma por um tópico diferenciado, empolgante, ou mesmo uma atividade em que pudéssemos pensar mais profundamente sobre o assunto (o que aconteceu no final da aula, em um tempo de 15 minutos).

Pensei seriamente em algumas vezes puxar meu nootebook da mala e procurar uma palestra no TED sobre o assunto, buscar no youtube um vídeo, resumindo, ALGO INSPIRADOR. Não que não pudesse tirar o melhor da exposição do professor, mas a questão é que seria muito legal tirar o melhor das 40 pessoas daquela sala neste assunto. Não um falando e 39 escutando... mas todos falando e todos aprendendo algo.

Hoje, mais do que ontem, acredito que conceitos não devem ser "nivelados" ou aceitos de forma comum. Acho que devemos deixar as divergências e diferenças de opinião se tornarem salientes para que haja uma evolução de qualquer assunto e nunca vamos conseguir isso com uma "aula" PRÉ-PARADA, sem uma dinâmica de aprofundamento e discussões.

Alguns podem achar que estou revoltado com o sistema, que eu devo morar na montanha e fundar uma sociedade alternativa e tudo isso, mas o fato é que estou onde quero estar! No meio das coisas que não aceito e que quero expor meu ponto de vista para aqueles que não acreditam em mim, e mesmo se não os convença que os faça enxergar que existe algo além do mundo de cada um.

Assim como saí da universidade achando que "estudar" era aceitar o que o professor dizia e passar em uma prova, penso que depois que saia da pós-graduação tenha outra idéia deste assunto.

Nos 2 anos que fiquei fora da Universidade (tecnicamente fora do banco da sala de aula, pq nunca saí da universidade de verdade, pois trabalho nela) ví muita coisa que não necessariamente deveria ser aquilo que viví durante 04 nos na graduação... e a parte mais otimista disso é que acredito que eu posso mudar alguma coisa.

Coloquei esse vídeo para 02 colegas ontem na sala de aula (tudo bem, vá lá, me empolguei no assunto) e acho que nunca vou ficar deprimido com isso, ou me render e ser mais um "brick on the wall" da escola, só preciso lembra disso...






Meu nome é Herbert e assim eu disse Hey!




sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Frustração reflexiva

No ultimo mês fiz aquilo que o dito popular chama "dar murro em ponta de faca".

Tentei e não consegui começar um OASIS no Projeto Remangue (ver post anterior). Não vou colocar aqui as barreiras que tive que lutar contra, mas sim o aprendizado que tirei da situação.
Fiquei um mês inteiro em reuniões intermináveis para convencimento que o que eu pretendia era uma boa ação. Acho que este foi meu erro, não precisaria convencer uma comunidade que quer uma mudança, e por isso não deveria ter gasto tanta energia nisso.
Agradeço a pessoas fantásticas que me ajudaram a refletir sobre esse processo, e a lição mais valiosa que tiro de tudo isso é que a mudança só vai acontecer em uma comunidade se ela for vontade coletiva.

Sigo no caminho, pensando em outra forma de poder ajudar, mas primeiro preciso descobrir o que "ajuda" significa em alguns casos, as vezes ela está em só observar e esperar...



Meu nome é Herbert e assim eu digo HEY!